Foi ao ler isto que ela despertou, mas - engraçado!!- tal frase sempre esteve escrita neste livro, pois que é, se não, o de sua própria vida.
Ela não sabe ler a língua dos outros, preferiu-se tornar-se analfabeta de alguns sinais. Sabem como é? Não se pode ser criticado por aquilo que se ignora, mas ela chora, quando vê-se sem palavras.
Tantas coisas que sufocam aos outros, a ela nem sequer um respirar custariam.
Somente a falta de palavras... isto sim a deixa ser ar, até acabar se rendendo ao irremediável medo do silêncio.
Como muitos não conseguem entender que o silêncio é ausência de som, mas não de comunicação? O que seriam dos olhos se o poder de transmissão estivesse concentrado na força da língua ao trabalhar o dia inteiro de movimento em movimento? Viveriam de impressos?
Compre os ingressos e adentre ao espetáculo monólogo do tal silêncio interior...
Quando se cala, é que a emoção mais fala...
Já experimentou estar confuso e indeciso? Ela já...
Não se pode imaginar por quanto tempo, com que intento...
Mas, ela ficou parada no meio de uma ponte, a qual a oferecia duas opções: voltar e seguir o rastro até se reencontrar; seguir o risco do novo, sabendo que o vento apagaria todas as marcas, desfazendo o trilho, de ladrilho a ladrilho... Ela não poderia mais voltar...
Arrisquem um palpite: foi ou voltou?
Só se sabe que, momentos antes de dar o primeiro passo, no que seria seu novo/velho caminho, ela leu uma frase que a acordou - engraçado!!- tal frase sempre esteve escrita neste livro?
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Senti saudades, como quem, pacientemente, espera o amor chegar...
Te amo Guiga... Você é a folha seca que pousou no meu ombro num destes outonos...
trOiAnA22
